Suplementos que Não Ajudam nos Treinos da Academia





Confira aqui uma lista com 6 suplementos que não ajudam a melhorar os resultados do treino na academia.

Com as inúmeras opções de suplementos que existem no mercado, fica realmente difícil saber o que realmente faz ou não algum efeito. Lojas especializadas e farmácias oferecem diversos produtos que prometem muito em suas embalagens, mas que nem sempre melhoram resultados do treino.

Várias dessas substâncias que estão presentes nos suplementos, não possuem base científica concreta de que funcionam de maneira eficiente, ou sobre quais os benefícios que possuem. Os suplementos que apresentam essas pesquisas não dão o resultado relevante tão esperado e com isso, o consumo nem sempre é justificável.




Para que você entenda melhor, separamos uma lista, com 6 suplementos que nem sempre funcionam como deveriam, e que apesar das promessas, não melhoram resultados do treino. Para conhece-los, continue lendo.

CLA

O Ácido Linoleico Conjugado (ou Conjugated Linoleic Acid) é a gordura presente nos alimentos de origem animal, como laticínios e carne. Traz a promessa de contribuir para a perda de peso, já que o ácido agiria para oxidar a gordura do corpo, e com isso, ela passaria a ser usada como fonte de energia durante as atividades físicas.


Na realidade o que os especialistas dizem sobre o CLA é que não há um consenso sobre o efeito para reduzir a gordura corporal. Segundo nutricionistas e clínicos esportivos, mesmo que pesquisas em animais tenham resultados, nos humanos a resposta pode ser outra. Um estudo mostrou que algumas pessoas que consumiam o produto perderam pouco peso, algo como 1,2 kg em seis meses. O que representa um resultado pouco expressivo.

L-Carnitina

Produzido naturalmente pelo organismo, é um aminoácido que fica armazenado nos músculos, derivado da lisina e da metionina. A L-Carnitina é encontrada em alguns alimentos que são fontes de proteína, principalmente nas carnes brancas e vermelhas. A substância serve para transformar gordura em energia. Já o suplemento é vendido com a promessa de ajudar no emagrecimento, já que pela teoria, quanto mais consumida, mais gordura se queima (já que ela vira energia).

Para os especialistas, o consumo saudável de proteína garante a dose necessária de L-Carnitina para o organismo. Consumir essa substância em excesso não vai aumentar a queima de gordura e nem a acelerar, isso porque ela depende de diversos outros fatores. Pelo contrário, saturação do aminoácido no organismo pode impedir que o processo continue aumentando.

L-Arginina

Outro aminoácido que também é produzido pelo nosso organismo com consumo de proteínas de fonte animal, a L-Arginina. O suplemento promete ajudar o ganho de massa magra. Além disso, a suplementação com esse aminoácido pode melhorar a performance em esportes de resistência, já que a substância é precursora do óxido nítrico, responsável por dilatar os vasos e permitir uma chegada maior de oxigênio aos músculos.

A realidade é que nas primeiras pesquisas que foram feitas, houve um indicativo de que o consumo da substância poderia ter efeito na síntese do hormônio do crescimento, ou GH, este que é responsável pelo ganho de massa muscular. Acontece que na prática, mesmo suplementando, o organismo não produz o hormônio em quantidade maior do que a própria capacidade. Pesquisas recentes comprovaram que pessoas saudáveis que suplementam com L-Arginina não se faz necessária para o desenvolvimento dos músculos se a alimentação for rica o suficiente em proteína.

Glutamina

A Glutamina também é produzida pelo organismo e por isso, não há necessidade do seu consumo nem através dos alimentos e nem suplementação. Está presente em abundância nos músculos em nosso organismo. Quando ao suplemento vendido, a promessa é de que ajuda a contribuir para o ganho de massa magra em quem pratica atividade física. Melhorando a imunidade, pois é usada pelas células imunológicas no caso de quem treina mais de uma hora por dia.

Para os especialistas, o consumo da glutamina leva a acreditar que o uso do suplemento serve para evitar a perda de massa magra, mas uma visão bibliográfica publicada na European Journal of Clinical Nutrition, não confirma esses efeitos. Isso porque, pessoas saudáveis produzem 20% desse aminoácido através da alimentação, e os outros 80% é produzido pelo próprio organismo.

Tribulus terrestres

O suplemento se trata de um extrato de erva, vendido em cápsulas ou tabletes, com a promessa de estimular e aumentar a produção de testosterona. Com isso, aumentar o ganho de massa muscular e melhorar o desempenho sexual.

Para os especialistas, o suplemento é bastante controverso. Alguns estudos apontam que o extrato da erva não possui substâncias capazes de aumentar a hipertrofia ou o nível de testosterona no organismo. Apesar da estrutura do suplemento ser bem parecida com o da testosterona, que é produzida pelo organismo, os resultados não são os mesmos.

Leucina

Compõe um famoso suplemento o BCAA (Branched Chain Amino Acids), sendo um aminoácido de cadeia que costuma ser vendido em cápsulas ou em pó, contendo também valina e isoleucina na sua composição. O suplemento vem com a promessa de ajudar na recuperação e aumentar a hipertrofia. A leucina é um dos principais sinalizadores da síntese do BCAA, que está presente em proteína animal de forma natural.

Para os estudiosos, as análises que já foram feitas com a leucina isolada, comprovaram que a ela serve como um sinalizador para a síntese proteíca, mas que isso não significa que ela aumenta a massa magra, já que para isso, dependem vários outros fatores.

Por Susan NogArt



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