Sal Rosa do Himalaia x Sal Marinho – Qual é Melhor?





Sódio presente em todos os tipos de sal pode fazer mal à saúde.

É fato que nos dias de hoje há uma grande variedade de sal disponíveis no mercado. É claro que com essa grande diversidade, os preços aumentam e algumas pessoas ficam na dúvida: é realmente válido investir nesse tipo de sal?

Todo mundo conhece o clássico sal branco, que por muito tempo foi o único tipo de sal vendido nos supermercados. Campeão de vendas, nos últimos anos ele tem perdido espaço para outras variedades, que a mídia logo tratou de prometer que fossem mais saudáveis. Com isso, muitos compradores ficam com um pé atrás se vale a pena deixar de comprar o pozinho branco por outro que é mais caro e ainda é pouco conhecido os seus benefícios.




Tendo em vista essas questões, fizemos uma matéria para esclarecer os diferentes tipos de sal, além daquele que estamos acostumados a utilizar por anos, e os benefícios e malefícios que cada um pode trazer a longo prazo.

Primeiramente, é importante lembrar de uma informação antiga da OMS, mas que sempre é válida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o consumo de nenhum tipo de sal deve ser maior que 5 gramas por dia. Vale ressaltar que essa não é somente a quantidade de sal extra que englobamos em nossa alimentação ao temperar uma salada, por exemplo. Essa quantia já está incluso o sal que é utilizado para o preparo dos alimentos para o consumo.


Nos dias de hoje, muito se tem discutido a respeito dos alimentos industriaizados em relação aos prejuízos que trazem a saúde e não é para menos: esse tipo de alimento passa por muitas etapas de processamento até chegarem as prateleiras para o consumo da população. Com isso, durante o preparo, são colocadas altas quantidades desse condimento.

Acredita-se que o uso acima do dos 5 gramas seja o responsável por causar problemas cardíacos, como a hipertensão, além de outras doenças.

Também é de extrema importância destacar a dual do sódio, isto é, apesar do seu concumo em excesso ser a causa de problemas de saúde, nem sempre ele age como o vilão da história. É isso mesmo! O corpo humano tem uma necessidade vital de sódio, já que ele é extremamente importante para possibilitar a contração muscular, a propagação dos impulsos nervosos, o transporte de moléculas entre os fluidos extra e intra celular, o equilíbrio hídrico do corpo em geral, entre outras diversas funcionalidades. Por isso, a ingestão do sódio é fundamental para o bom funcionamento do corpo e não podemos deixar de consumí-lo.

Sabe-se que a diferença principal entre os tipos de sal está relacionada com a forma com a qual eles são obtidos. Desse modo, ao contrário do que os leigos costumam pensar, não existe nenhuma mudança em sua composição química, sendo todos eles cloreto de sódio.

Desse modo, sabe-se que o sal refinado, grosso e marinho têm a mesma procedência, uma vez que tem origem da evaporação da água, seja de depósitos marinhos ou represas que secaram já há alguns anos. O que faz com que eles se diferenciem é o fato de que o sal marinho sofre poucos processamentos, o que, consequentemente, faz com que os seus sais minerais sejam mantidos. Por sua vez, o sal grosso é parecido com o sal marinho, o que muda é que este possui uma granulação mais rústica que os demais. Por fim, o sal refinado passa por inúmeros processamentos e desde o ano de 1950 é acrescentado o iodo. Na época, o intuito era conter epidemias de hipotireoidismo e bócio que eram bastante comuns naquele período.

Muito utilizada para finalizar pratos no mundo gourmet, a flor de sal é considerada o sal mais puro, sendo dessa forma, mais rico em sódio. Já o sal rosa ou sal do Himalaia tem uma quantidade de sódio pouco inferior ao sal branco e possui outros micronutrientes como bromo, zinco e fósforo. No entanto, as quantidades são bastante reduzidas, tendo isso em vista, para que o seu consumo trouxesse benefícios, seria preciso ingerir quantidades superiores a 5 gramas, o que não é sugerido pela OMS por ser prejudicial.

Ana Paula Oliveira Coimbra



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