Pesquisa revela que maneira mais simples de se fazer arroz pode fazer mal à Saúde.

Para todas as pessoas que cozinham o famoso arroz nosso de cada dia, temos uma notícia que pode mudar modo de preparo do mesmo a partir de hoje. Segundo um professor de uma famosa Universidade no Reino Unido, Andy Meharg, em entrevista para um programa televisivo local da rede BBC, o arroz pode liberar uma substância totalmente nociva para a saúde humana, conhecida como arsênico, se o alimento for cozido da forma tradicional.

O meio mais comum das pessoas fazerem o arroz é pelo método de cozimento, ou seja, o alimento é cozido com água e pode ser consumido depois que a água evaporar por completo. Depois de uma análise minuciosa do arroz feito dessa forma, o cientista encontrou pequenos vestígios de arsênico no alimento, que pode provocar diabetes e câncer. O arsênico pode ser encontrado no solo e mesmo em poucas quantidades, podem fazer mal a saúde e contaminar o alimento e os níveis considerados tóxicos são muito baixos e as autoridades não se preocupam muito com isso, já que mortes por ingestão de arsênico raramente acontecem. A história é um pouco diferente no caso do arroz, pois como é cultivado em solo inundado, a substância pode penetrar com muito mais facilidade nos grãos. Ainda de acordo com a rede BBC, o arroz tem cerca de 10 a 20 vezes mais arsênico do que outros cereais como milho ou trigo.

O cientista ainda compara o ato de comer arroz com o hábito de fumar, no quesito de ser muito prejudicial à saúde humana. O maior problema, segundo Meharg, é a quantidade de arroz que as pessoas consomem no mundo, que não é pouca. E para complicar ainda mais a questão, o alimento também é consumido por crianças e até bebês, onde os danos podem ser mais graves.

O consumo de arsênico pode complicar a defesa imunológica do organismo, capacidade intelectual e crescimento. Uma alternativa viável e simples para amenizar o problema seria a forma de cozimento do arroz, que pode ser feito com mais água e depois de pronto, retira-se todo o excesso da água que não evaporou ou pode-se deixar o arroz de molho na noite anterior ao preparo e depois fazer o dreno da água, reduzindo o nível de arsênico em até 80% se for feito de uma das maneiras.

Rodrigo Souza de Jesus


Proibição se deve ao fato do órgão ter encontrado excremento e pelo de roedor no alimento.

Essa semana a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, anunciou a proibição de venda e de distribuição de um produto alimentício, por encontrar nele pelos de ratos inteiros e fragmentados, além de cocô de rato, pedaços de insetos e larvas inteiras de insetos. Não é a primeira vez que isso acontece e lotes são retirados dos supermercados, dessa vez foi o arroz da marca Favorito.

As análises do produto foram realizadas no Centro de Laboratório Regional, mais precisamente pelos pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz Campinas III.

Nas amostras analisadas do arroz longo fino do tipo 1, da marca Favorito ,cujo lote é 00204, com validade para fevereiro deste ano, foram encontradas os excrementos, pelos de roedores, partes de insetos e larvas.

Dessa forma, o resultado foi publicado no “Diário Oficial Da União” na primeira segunda-feira de 2017. O arroz é empacotado e também distribuído pela empresa chamada Total Cesta Básica de Alimentos Ltda-ME, cujas instalações ficam na cidade próxima a Belo Horizonte, em Contagem (MG). A empresa, segundo determinação da Anvisa, deve fazer o recolhimento de todo o estoque desse lote, que ainda existem no mercado.

Casos como esse, vez ou outra aparecem no mercado de alimentos no Brasil. A Anvisa, desde o ano de 2014 já havia criado uma resolução sobre esse tipo de problema. A resolução fala sobre esse tipo de matérias estranhas, que podem ser microscópicas e macroscópicas, que podem ser encontradas em bebidas ou alimentos, colocando assim um limite de tolerância e também providências para quando esses limites forem ultrapassados.

Muitos consumidores se espantaram com essa resolução que de certa forma aceita esses corpos estranhos em alimentos, ainda que sejam em proporções mínimas. Porém, a Anvisa afirma que em quantidades pequenas esses tipos de elementos quando presentes nas bebidas e nos alimentos não oferecem riscos para a saúde dos consumidores.

É melhor que exista um parâmetro para esse tipo de problema, do que não haver nenhum, como acontece em muitos países.

A ingestão de alimentos contaminados, a depender do tipo de contaminação, pode desencadear muitos problemas de saúde, dos mais simples aos mais complexos. A contaminação por pelos de animais pode acarretar diarreia e até mesmo hepatite.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária está sempre de olho para evitar que esses alimentos cheguem ao mercado.

Sirlene Montes





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