Conheça aqui mais sobre cada tipo de adoçante e qual é o melhor.

Na atualidade um dos hábitos mais saudáveis é a dieta que busca reduzir o consumo de açúcar. Muitos médicos já revelaram os problemas desta substância, se consumida em muita quantidade. O excesso de açúcar na corrente sanguínea é a causa dos maiores males para a saúde na atualidade. O fim do ano chegou e a tentação de degustar todo tipo de sobremesa pode ser grande, assim, existem algumas dicas sobre a utilização de alguns tipos de adoçantes, que se tornaram verdadeiros substitutos do açúcar em nossos dias.

Informação importante para quem deseja iniciar algum regime é de que existe o termo Diet, sem açúcar, que se distingue rigorosamente do termo Light, ou seja, alimentos com menos calorias. Assim, temos a diferença entre dois tipos de hábitos alimentares, que, de certa forma, se encontram em um ponto: o adoçante pode ser utilizado no sentido de dosar a quantidade de calorias no alimento.

Entre os melhores adoçantes, segue uma relação abaixo:

O Xilitol é considerado um tipo de adoçante natural, tratando-se de uma espécie de álcool de açúcar. Possui um paladar muito parecido ao do próprio açúcar, como substância. Esta marca de adoçante tornou-se uma excelente alternativa em relação ao açúcar, já que não possui a intensidade de calorias do mesmo, reduzindo os danos à saúde, contendo, pelo contrário, certos benefícios para os dentes, reduzindo a incidência de cáries.

O Eritritol é um tipo de adoçante resultante em álcool, a partir do açúcar, mas considerado um tipo de adoçante natural. Embora seja bastante doce, não possui muitas calorias, sendo extraído de alguns tipos de frutas. A recomendação dos especialistas é a de que ele não seja consumido em excesso, devido à sua composição, que pode causar problemas no estômago.

O Stevia é um dos mais populares tipos de adoçantes. Está entre os que menos possuem calorias. A substância Estevia é extraída do cerne das folhas de um tipo de planta, cujo nome é Stevia Rebaudiana, muito utilizada em especiarias culinárias e até na produção de diversos medicamentos. De acordo com o que algumas pesquisas de base científica indicam, essa substância, Estevia, está repleta de diversos benefícios para a saúde, proporcionando uma significativa redução de pressão arterial, entretanto, isso se aplica somente para pessoas que sofrem de pressão alta.

Uma pequena relação dos adoçantes mais populares, cujas marcas precisam ser evitadas, segue abaixo:

O Aspartame é um tipo de adoçante muito industrializado, conforme anunciou um estudo realizado na Universidade de Liverpool, na qual os pesquisadores chegaram à conclusão que, se o mesmo for misturado com alguns colorantes, ele tende a se tornar muito tóxico, sobretudo para as células do cérebro.

O Sucralose é um tipo de adoçante que resulta, no final, em derivado da sucralose, portanto, não é nada natural. A sucralose, em realidade, é um subproduto surgido do açúcar, por meio de um processo químico, no qual três grupos de hidrogênio-oxigênio são alterados por átomos de cloro. Assim, essa substância acaba resultando em processos fisiológicos que aumentam dos níveis de insulina na corrente sanguínea, o que pode ser perigoso para pessoas que não estão acostumadas a ingerir adoçantes artificiais com regularidade.

O High Fructose Corn Syrup ou o Xarope de Milho de Alta Frutose, que é um tipo de conteúdo muito utilizado na produção dos refrigerantes e dos snacks infantis. Trata-se, em realidade, de um adoçante muito conhecido por causar, desastrosamente, a chamada síndrome metabólica em longo prazo. De acordo com um estudo realizado na Universidade da Califórnia, chegou-se à conclusão, por meio de testes, que esse xarope acaba estocando-se como gordura no fígado, o que causa resistência à leptina, o hormônio responsável pela saciedade. Portanto, pode causar danos irreversíveis para a saúde.

Na atualidade, na vida moderna tão artificiosa, é difícil encontrar meios mais saudáveis de alimentação, embora os processos de higienização tenham melhorado. Hoje, no geral, as pessoas quase não tem tempo de cozinhar em casa, optando pelos fast foods, que são a base dos problemas de saúde. É importante poder preparar a própria comida do modo mais natural, mesmo que a mesma não seja tão saborosa, porém, mais saudável.

Paulo Henrique dos Santos


Pesquisa revela que adoçantes podem provocar mais fome que açúcar.

Dados apontam que a produção de açúcar no ano passado superou as necessidades de demanda em mais de 600 mil toneladas; totalizando uma produção mundial de 79,87 milhões de toneladas em 2015.

Devido a essa enxurrada de oferta de açúcar no mundo, a tentação do consumo é um tormento para homens e mulheres de todas as idades.

No entanto, a partir dos anos 90, uma nova onda passou a invadir o planeta, com o objetivo de diminuir os efeitos danosos à saúde do consumo de açúcar no dia a dia: é o consumo de adoçantes artificiais, uma forma encontrada de minimizar os riscos à saúde da ingestão do produto e, de quebra, manter o corpo em forma durante todo o ano.

No entanto, um interessante estudo vem sendo realizado na Austrália, com o objetivo de descobrir se os adoçantes artificiais realmente fazem bem à saúde.

E até o momento, os resultados alcançados não são nada animadores, pois experimentos realizados com cobaias têm demonstrado que na verdade esses adoçantes artificiais engordam, por mais estranho que isso possa parecer.

O que acontece é que, segundo os cientistas, os adoçantes artificiais estimulam uma região cerebral responsável por nos dar aquela sensação de fome.

E em animais descobriu-se que, ao fornecer-lhes adoçantes artificiais no lugar do açúcar comum, ao invés de saciarem-se, ficaram ainda mais famintos.

O problema é que esses insetos recebem estímulos cerebrais por meio de penugens receptoras da gustação e sempre que eles recebiam adoçantes artificiais essas penugens se retesavam, como sinal de que estavam com fome.

O que ficou comprovado é que o adoçante artificial produz o mesmo efeito do açúcar comum, ou seja, estimula certas regiões cerebrais que nos dão a sensação de fome.

Só que, enquanto o açúcar comum possui calorias e é, portanto, capaz de satisfazer essa vontade de comer produzida pelo cérebro, os adoçantes artificiais, por não possuírem calorias, são incapazes de satisfazê-lo, continuando assim o seu processo de exigir alimento e mais alimento até que seja saciado.

Ou seja, a pesquisa revelou que na verdade não são os adoçantes artificiais que engordam, eles apenas estimulam as mesmas regiões cerebrais que o açúcar comum, mas ao contrário deste, não possui calorias que satisfaçam essas exigências.

Pesquisas mais profundas revelaram que o 5-HT (a serotonina) seria esse neurotransmissor diretamente ligado à sensação de saciedade, já que é o responsável pelas sensações de prazer, bem-estar, humor, relaxamento, entre outras sensações ligadas à satisfação do indivíduo.

Quando há alterações com o receptor dessa serotonina, surge o aumento quase incontrolável do desejo. E quando há o aumento brusco ou um desequilíbrio na quantidade do 5-HT no cérebro, a consequência é o aumento do apetite.

É o que acontece com o sabor doce, que estimula essa produção de serotonina, que pede mais e mais ingestão de, basicamente, carboidratos e aminoácidos (eis porque os chocolates e biscoitos são tão atrativos quando estamos com fome). Já os adoçantes artificiais, mesmo fingindo que estão fornecendo o açúcar verdadeiro ao cérebro, estimulam a produção dessa serotonina, estimulando consequentemente a fome, mas não saciando-a como faz o açúcar comum.

Vivaldo Pereira da Silva


Estudo realizado na Austrália afirma que o uso de adoçantes pode aumentar o apetite.

Estudos indicam que o consumo de adoçantes artificiais no mundo registrou um aumento de cerca de 29% nos últimos anos. Só no Brasil, onde o número de indivíduos acima do peso chega a 52%, segundo dados do Ministério da Saúde, o consumo desses adoçantes, principalmente em refrigerantes, sucos e iogurtes, tem atingido níveis recordes.

No entanto, um estudo realizado pela Universidade de Sidney (Austrália) e publicada pela revista Cell Metabolism (uma das mais importantes revistas americanas sobre metabolismo, endocrinologia e prevenção de doenças) constatou uma surpreendente relação entre o uso de adoçantes artificiais e o aumento do apetite nos indivíduos. Contrariando as expectativas de quem utiliza o produto com o intuito de perder peso.

Adoçantes artificiais e o aumento de peso

De acordo com o estudo publicado pela Cell Metabolism, diferentemente do que se pensava, os adoçantes artificiais têm pouca relação com a perda de peso.

Isso porque o seu uso, de forma prolongada, afeta o sistema de recompensa (dopaminérgico) do cérebro, causando desequilíbrios energéticos.

O fato é que, ao não receber de forma adequada e constante as impressões provocadas pelo sabor doce do açúcar verdadeiro, o cérebro passa a confundir essa situação com deficiência de energia e, consequentemente, exige um consumo maior de alimentos por parte do indivíduo.

O resultado é um aumento do apetite, a fim de satisfazer esse sistema de recompensa do cérebro. Já o corpo, mesmo satisfeito caloricamente, passa a receber um ganho extra, devido a esse consumo.

Os cuidados com o uso de adoçantes artificiais

Diversos estudos têm demonstrado que, além de provocar esse sensível aumento do apetite, os adoçantes têm pouca eficácia no combate ao diabetes, obesidade, colesterol ruim, entre outros transtornos.

Além disso, a possibilidade de doenças relacionadas ao uso excessivo de adoçantes, como: o aspartame e a sucralose (os mais consumidos no mundo), ainda é bastante real.

Logo, o que especialistas recomendam é o uso moderado desses produtos, dando preferência ao consumo de frutas e verduras, além da suspensão de bebidas artificiais, que em muitos casos já recebem a adição de adoçantes artificiais.

Nunca esquecendo que a manutenção do peso e de boas condições de saúde são o resultado da prática de exercícios físicos regulares, do hábito de conservar pensamentos positivos e da preferência por uma alimentação saudável.

Vivaldo Pereira da Silva





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