Padrões de beleza da sociedade moderna



  

Apresentamo-nos, atualmente, diante de uma sociedade que enfatiza o culto à beleza, muitas vezes, em detrimento da saúde e, sobretudo, da individualidade. Vivemos em tempos de uma nova ditadura ideológica, que impõe modelos, prega o corpo perfeito e pune quem foge desses padrões.

A televisão, a internet e os meios de comunicação em sua grande maioria acabam por homogeneizar os comportamentos, alienar os indivíduos, à medida que os impede de desenvolver um senso crítico que os torne capazes de decidir, de forma consciente e autônoma, por aquilo que lhes traria benefícios de fato.

Destarte, a mídia e a sociedade em que nos encontramos inseridos trazem até nós um modelo utópico de “corpo ideal”. Porém, se retomarmos a alegoria da caverna apresentada por Platão na teoria filosófica grega que ele expõe em sua obra República, compreenderemos que aquilo que se coloca a nós como verdade irrefutável, na grande maioria das vezes, está posto para que nos enganemos, afastando-nos do conhecimento verdadeiro. Assim, a teoria de Platão, desenvolvida no século III a.C., transpõe-se para a contemporaneidade de forma evidente, visto que ainda nos mantemos acorrentados, como os prisioneiros da caverna, presos, hoje, aos ditames do mercado e às ideologias. 

Neste sentido, como seres alienados e acorrentados pelos padrões de beleza impostos por essa ditadura, vemos emergir, nos mais diversos âmbitos, as mais esdrúxulas técnicas para emagrecer, ganhar massa muscular e atingir o tão almejado “corpo perfeito”, tais como os transtornos alimentares, o uso de anabolizantes e medicamentos que podem trazer danos irreversíveis à saúde física e mental.





Os transtornos alimentares são a principal característica dessa sociedade que cultua sem limites a magreza, que desenvolve patologias severas em prol da estética, que valoriza o passageiro e engrandece o findável. Faz-se essencial que repensemos os nossos valores, e, principalmente, que sejamos capazes de romper com a alienação e reconhecer o que nos faz humanos de fato. 

Por WSS



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