Cientistas divulgam motivo Por Que Adoçantes Engordam



  

Pesquisa revela que adoçantes podem provocar mais fome que açúcar.

Dados apontam que a produção de açúcar no ano passado superou as necessidades de demanda em mais de 600 mil toneladas; totalizando uma produção mundial de 79,87 milhões de toneladas em 2015.

Devido a essa enxurrada de oferta de açúcar no mundo, a tentação do consumo é um tormento para homens e mulheres de todas as idades.

No entanto, a partir dos anos 90, uma nova onda passou a invadir o planeta, com o objetivo de diminuir os efeitos danosos à saúde do consumo de açúcar no dia a dia: é o consumo de adoçantes artificiais, uma forma encontrada de minimizar os riscos à saúde da ingestão do produto e, de quebra, manter o corpo em forma durante todo o ano.

No entanto, um interessante estudo vem sendo realizado na Austrália, com o objetivo de descobrir se os adoçantes artificiais realmente fazem bem à saúde.

E até o momento, os resultados alcançados não são nada animadores, pois experimentos realizados com cobaias têm demonstrado que na verdade esses adoçantes artificiais engordam, por mais estranho que isso possa parecer.

O que acontece é que, segundo os cientistas, os adoçantes artificiais estimulam uma região cerebral responsável por nos dar aquela sensação de fome.

E em animais descobriu-se que, ao fornecer-lhes adoçantes artificiais no lugar do açúcar comum, ao invés de saciarem-se, ficaram ainda mais famintos.

O problema é que esses insetos recebem estímulos cerebrais por meio de penugens receptoras da gustação e sempre que eles recebiam adoçantes artificiais essas penugens se retesavam, como sinal de que estavam com fome.





O que ficou comprovado é que o adoçante artificial produz o mesmo efeito do açúcar comum, ou seja, estimula certas regiões cerebrais que nos dão a sensação de fome.

Só que, enquanto o açúcar comum possui calorias e é, portanto, capaz de satisfazer essa vontade de comer produzida pelo cérebro, os adoçantes artificiais, por não possuírem calorias, são incapazes de satisfazê-lo, continuando assim o seu processo de exigir alimento e mais alimento até que seja saciado.

Ou seja, a pesquisa revelou que na verdade não são os adoçantes artificiais que engordam, eles apenas estimulam as mesmas regiões cerebrais que o açúcar comum, mas ao contrário deste, não possui calorias que satisfaçam essas exigências.

Pesquisas mais profundas revelaram que o 5-HT (a serotonina) seria esse neurotransmissor diretamente ligado à sensação de saciedade, já que é o responsável pelas sensações de prazer, bem-estar, humor, relaxamento, entre outras sensações ligadas à satisfação do indivíduo.

Quando há alterações com o receptor dessa serotonina, surge o aumento quase incontrolável do desejo. E quando há o aumento brusco ou um desequilíbrio na quantidade do 5-HT no cérebro, a consequência é o aumento do apetite.

É o que acontece com o sabor doce, que estimula essa produção de serotonina, que pede mais e mais ingestão de, basicamente, carboidratos e aminoácidos (eis porque os chocolates e biscoitos são tão atrativos quando estamos com fome). Já os adoçantes artificiais, mesmo fingindo que estão fornecendo o açúcar verdadeiro ao cérebro, estimulam a produção dessa serotonina, estimulando consequentemente a fome, mas não saciando-a como faz o açúcar comum.

Vivaldo Pereira da Silva



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