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Com o aumento da expectativa de vida da população mundial e o seu consequente envelhecimento, o Mal de Parkinson, doença degenerativa e que ainda não tem cura, que se caracteriza, entre outros sintomas, por tremores, tende a crescer podendo chegar até a 8 milhões de pessoas em todo o mundo conforme estudo da ONU (Organização das Nações Unidas).
O paciente que apresenta o quadro do Mal de Parkinson tem sua qualidade de vida absolutamente prejudicada necessitando de cuidados especiais e acompanhamento. Mas hoje em dia, com os tratamentos aplicados, a expectativa de um paciente de conviver com a doença pode chegar à vinte anos, desde que com a correta assistência.
No entanto uma pesquisa realizada Universidade do Porto, de Portugal, parece apontar um caminho para o desenvolvimento de remédios mais eficazes contra a doença, que talvez impeça sua progressão e até mesmo traga a cura. Embora ainda não tenha se estabelecido a relação entre o café e o Mal de Parkinson, os pesquisadores portugueses, descobriram que o consumo de até três xícaras de café por dia pode reduzir em até 25% o risco de se desenvolver a doença. Mas este percentual se aplica apenas aos homens. Nas mulheres o percentual de redução de risco cai para 14%.
O estudo não é definitivo e apenas aponta um caminho por onde os estudiosos e pesquisadores devem prosseguir, pois muitos pontos ainda não foram esclarecidos, como por exemplo, porque o percentual de redução é menor para as mulheres e por que o café parece ter um efeito benéfico em relação a esta doença. Desta forma aqueles que não dispensam um cafezinho não precisam tomar mais xícaras por conta deste estudo, pois o café em excesso pode trazer muitos prejuízos à saúde.
O que o estudo indica, e é isto que deixa a comunidade científica esperançosa, é que a partir do café pode-se chegar a remédios que tenham um efeito maior e mais eficiente contra a doença.
Por Mauro Câmara
Fonte: IG
